Sobre coragem ou o finalmente

Não sei bem como comecei com a ideia de ter um blog, mas isso foi há uns 6 ou 7 anos, quando a profissão de blogueiro ainda estava no início. Acompanhei o amadurecimento da blogosfera: tudo começou a ser levado mais a sério, então fotos, layout de blog, vídeos e tantas outras coisas foram crescendo absurdamente em qualidade. Se eu já não me sentia párea para os blogs de antigamente, que eram, digamos, menos profissionais, imagina para essa imensa indústria em que muita gente no mundo todo cria conteúdos incríveis e faz muito sucesso. Minha intenção nunca foi fazer sucesso, mas queria ser boa o suficiente para a minha consciência extremamente crítica.  

Ainda no começo, eu só queria criar um quando realmente soubesse cuidar de um. Tenho essa vontade há muito tempo e nunca a perdi, mas algo me impedia. Não algo, muitos “algos”. Eu queria ter um blog quando soubesse mexer nos códigos, tirar foto, filmar, me maquiar, ter dinheiro para poder mostrar algo que comprei e ter condições de mostrar lugares novos, ter uma melhor relação de aceitação com o meu corpo… sempre foram tantas coisas. Eu sou dessas, sabe? Coloco empecilho em tudo. Quero tudo de uma vez e para ontem, mas não luto para conquistar as coisas. Depois de todos esses anos, não sei mexer em código, tirar foto, filmar, me maquiar, não tenho dinheiro, a relação com o meu corpo ainda não é das melhores… não sei se eu achava que essa minha vontade era algo temporário, mas qual o problema de ser temporário? Poderia levar todo o aprendizado que conquistei para coisas futuras, mas… é, sou dessas. Sou dessas que sento no sofá, faço uma lista de tudo o que almejo e continuo no sofá. Eu tenho vergonha de fazer as coisas e me falta muita coragem. Estou sempre me comparado aos outros e me acho incapaz. Tenho melhorado muito, na verdade. É um exercício diário e foi com ele que decidi por em prática um dos meus sonhos mais antigos: ter um blog.

É isso o que eu digo a vocês. Por mais que eu escreva e ninguém leia, eu estou no caminho que escolhi. Um caminho que, finalmente, vai de encontro com as coisas que eu quero. A gente inventa tantas limitações, né? Cansei disso. Vou correr atrás do tempo que perdi.

Nasceu!

O surgimento de uma nova vida é um dos mais fascinantes fenômenos que já ocorreu. Muitas são planejadas e muitas são, digamos, concebidas ao acaso. Posso afirmar que adio esse nascimento há, mais ou menos, 6 a 7 anos, quando comecei a frequentar a blogosfera. Foi amor de cara e, claro, eu também queria ter um espaço para divulgar os meus pensamentos mais incríveis, mas também os mais cotidianos. Sempre adiei por achar que eu deveria estar mais preparada para um passo que, para mim, seria importante, mas quer saber de uma coisa? Nem sempre a gente tá preparado, nem sempre esse dia vai chegar e é bom fazer sem tá preparado mesmo, sabe? Se é algo bom e não prejudica ninguém, então cria coragem e vai assim mesmo. Bem, sinto como se uma nova vida tivesse nascido de mim e é uma sensação muito boa.

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E é assim que começa: com pouco conhecimento e sem equipamento profissional, mas precisava nascer e não poderia mais ser adiado. Em um dia de sol em meio a tantos outros de chuva, uma parte importante de mim finalmente surge. Foi no meio desse céu que o meu sol encontrou coragem de aparecer.