Unbreakable Kimmy Schmidt

Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de Tekpix Netflix?

Unbreakable Kimmy Schmidt é uma das aclamadas séries originais da Netflix. Distribuída em 13 episódios de aproximadamente 22 minutos, a série completa estreou no dia 6 de março de 2015. Criada por Robert Carlock e Tina Fey, ambos roteiristas de 30 Rock, a comédia é exagerada, muito colorida e tem forte conexão com as minorias. A fórmula funciona. Funciona bem. Repleta de críticas, o humor é ácido e construtivo – o que faz com que ele não seja tão acessível quanto gostaríamos.

Kimmy Schmidt (Ellie Kemper) era uma adolescente quando foi sequestrada por um “religioso” que defendia que o mundo iria acabar e, após 15 anos, ela é finalmente resgatada. Ela, obviamente, enfrenta dificuldades em encarar a realidade da nova vida, pois o mundo não parou e esperou por ela. Tudo e todos tiveram 15 anos de convívio com uma sociedade em expansão cultural e econômica, mas não Kimmy. Ela sai do cativeiro como uma mulher de quase 30 anos, mas ainda pensa como adolescente. Na intenção de ter controle sobre sua vida e fugir de uma cidade em que todos a conhecem, muda-se para Nova Iorque.

Unbreakable

Além de Kimmy, a trama também mostra outros personagens interessantes como Titus, Jacqueline, Xanthippe, Lilian e outros. Eles são extremamente engraçados, mas também transmitem muita dor, seja pelo passado, pela não conquista dos sonhos, pela vida fútil e sem propósito ou qualquer outro motivo.

É comovente e engraçado acompanhar o crescimento da personagem principal, assim como suas tentativas de sobreviver ao mundo que ela não teve a oportunidade de acompanhar a evolução. Não só ela, mas os outros também conquistam a sua marca.

A série já é uma personagem: fala sobre outras séries e filmes, virais da internet, a falta de qualidade no mundo da música, social climbers, frustação das pessoas, as loucuras para obter o green card, um professor que odeia ensinar, pessoas que aparentam ser uma coisa e são outra, conflitos existenciais … é uma série antenada que brinca, critica e educa.

Kimmy Schmidt é contagiante, corajosa, ingênua e otimista. Com dificuldade para viver com a vida dupla, a série mostra como suas decisões impactam nas vidas de quem está ao seu redor. Kimmy é a mulher forte e inspiradora que não sabe o que é Google, Ipod, Iphone ou selfie. Gosta de usar roupas coloridas e tênis que brilha quando pisa. Gosta de comer muito doce. Ela é a gente nos anos 90! Saudades.

A boa notícia: a segunda temporada está a caminho. Teremos mais Kimmy!

Assistam o trailer oficial em inglês da primeira temporada e vejam se não dá vontade de acompanhar a série.

Sherlock: é elementar

Sou apaixonada por seriados. Me encanto com essa coisa de acompanhar (ou não) o crescimento dos personagens, me apegar ao caráter deles… essas coisas que acontecem com quem assiste algo duradouro. Já acompanhei diversas – inclusive, em determinada época, assistia 31 simultaneamente.

Com o passar do tempo, me tornei mais seletiva, então o número diminuiu bem. Atualmente acompanho pouquíssimas, já que a maioria acabou ou foi cancelada. A última que assisti, mas que ainda está na ativa, foi Sherlock.

Conheci Sherlock em 2014 e assisti a primeira temporada. Por algum motivo qualquer, não continuei. Não faço ideia do motivo, já que gosto do gênero e gostei do seriado. Pois bem. Meu irmão, há pouco tempo, começou a colocar o seriado pela Netflix na televisão e eu, algumas vezes, assisti fragmentos. Acabei ficando viciada, então entrei no Netflix e assisti a primeira temporada de novo e as outras duas, sem perder um minuto.

Sherlock

Sherlock é uma série britânica produzida pela rede de televisão BBC. Não sei se todo mundo sabe (espero que sim!), mas ela é baseada nas obras de Sir Arthur Conan Doyle, escritor e médico escocês, que escreveu mais de 50 histórias sobre o seu personagem mais famoso, o detetive Sherlock Holmes. Escrita por Steven Moffat e co-criada por Mark Gatiss, é estrelada por Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes Smaug) e Martin Freeman (John Watson Bilbo Baggins).

Cada temporada tem três episódios de, aproximadamente, 1h20 de duração. Até agora existem três temporadas disponibilizadas e a quarta ainda vai demorar a sair. Por ter poucos episódios, todos são extremamente bem trabalhados e com boas histórias. O clássico de Sir Arthur Conan Doyle foi adaptado para os dias atuais.

Sherlock

A série envolve mistérios a serem resolvidos, então… bem, esperem crimes que parecem insolúveis, mas que, de repente, são resolvidos. Normal. Apesar disso, listo sete motivos para assistir Sherlock. Não coloquei mais por preguiça, pois realmente tem bem mais prós do que contras. Olha só:

  1. Cenários como as cidades de Londres, Cardiff, Dartmoor e outras. Muito amor pela Inglaterra.
  2. O melhor jeito de falar inglês: com sotaque britânico.
  3. A fotografia é maravilhosa. Não sei se existe algum outro nome para falar isso, mas a série é filmada de um jeito muito bonito.
  4. Todo episódio rola uma tensãozinha por conta do mistério. Assisto pensando em mil possibilidades para o decorrer da história e descobri que quero ser Sherlock. Amo!
  5. As atuações são incríveis, principalmente as dos dois principais e Andrew Scott (Jim Moriarty).
  6. John Watson e Sherlock Holmes são blogueiros! BLOGUEIROS! Watson tem o The personal blog of Dr. John Watson (leia apenas se quiser ou já sabe dos spoilers) e Sherlock é dono do The Science of Deduction. Vida moderna. Em breve quero ver vlog e vídeo de recebidos.
  7. A série é surpreendentemente engraçada. Com aquele humor ácido típico dos ingleses, mas que é uma maravilha e cutuca criticamente algumas coisas por aí.

Se quiser descobrir mais pistas (ha!) sobre a série, é só ver a página do programa no site da BBC One. Sinta-se na Baker Street, 221B.

Desenhos que acompanho

Amo desenhos animados. Amo. Por mim comeria todas as refeições assistindo desenhos e sairia pelas ruas usando pijamas com estampas dos personagens. Com a assinatura da Netflix tenho acompanhado dois: Gravity Falls e Hora de Aventura.

Gravity Falls

Gravity Falls

Já tinha visto Gravity Falls na programação da Disney, mas resolvi assistir depois de ser convencida por um post em algum blog que sigo. A série conta a história de Dipper e Mabel, irmãos gêmeos de 12 anos, que passam o verão com o tio-avô Stan, no meio de uma floresta na cidade de Gravity Falls. Os irmãos descobrem que a cidade é cheia de mistérios e seres, digamos, não convencionais, como duendes, vampiros e zumbis.

A abertura é bem legal, mas o mais incrível são as diversas referências presentes, como cultura pop, Illuminati, maçonaria, alguns eventos atuais e coisas assim. No final de cada episódio é possível ver um criptograma com dicas sobre os acontecimentos do desenho.

Hora de Aventura

Hora de Aventura

Hora de Aventura é vida. É daqueles que assisto e fico encantada. A séria gira em torno das aventuras de Finn, um menino humano, e o cachorro mágico Jake, seu irmão adotivo. Eles habitam a pós-apocalíptica Terra de Ooo, que passou por transformações após a Guerra dos Cogumelos, com personagens como Princesa Jujuba, Rei Gelado, BMO, Princesa Caroço, Marceline e tantos outros.

Sim, a história quebra muitos paradigmas e o universo criado é incrível. De vez em quando pesquiso teorias dos fãs e vou assistir alguns episódios só para enlouquecer um pouco a minha mente. É o desenho mais complexo e inteligente que conheço, fazendo referência à misticismo, religião, filmes, seriados, livros, jogos, acontecimentos históricos e tudo mais que você possa imaginar.

Em todos os episódios aparece um caracol e eu admito que muitas vezes assisto o episódio de novo para procurá-lo, mas na maioria das vezes não o encontro. Vale a pena pesquisar um pouco sobre as curiosidades da série, que são muitas.