A preguiça do Photoshop

Por preguiça, entende-se: não sei fazer quase nada. Socorro!

O Photoshop não é uma coisa lá muito fácil de se mexer. Se a pessoa quer algo simples dá para seguir algum tutorial de boa, mas se for algo mais complexo ou até mesmo se quiser saber um pouco de tudo, aí complica. Nem todo mundo precisa de todas as ferramentas que eles oferecem, então, muitas vezes, não vale a pena pagar por ele e é melhor procurar outros programas que atendam perfeitamente a necessidade de fazer coisas mais simples.

Ainda bem que existem outras ferramentas porque a preguiça de aprender sozinha mora aqui, viu? Eu me sinto completamente estressada e incapaz tentando fazer algo de lindo. Hehe.

Vou indicar três que uso e todas são onlines.

Adobe Spark

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Da família do Photoshop: Adobe. Eu digo logo que é em inglês, mas não procurei se pode mudar o idioma. Tem que se inscrever e depois as maravilhas são liberadas. Tem como criar post, página e vídeo. Dependendo do que se quer, as medidas das redes sociais mais utilizadas já estão prontas lá, então é só criar a imagem. Falta inspiração? Eles tem uma galeria com muita coisa linda para ajudar nas ideias. Dá até como usar pelo celular. Acho ele bem fofo.

BeFunky

O que falar sobre ele? Incrível! Além de ter editor de foto e colagem, a parte de design é linda. Não mexi muito nele, mas achei tudo fácil. Os diversos modelos prontos são bem fáceis de usar e trocar o que quer que seja (foto de fundo, fonte, o que tá escrito…). Ele tem muitos tipos de modelos, mas a maioria é paga. Mesmo assim dá para usar bem os de graça.

Canva

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O Canva é bem intuitivo e acho mais fácil do que o Spark por conta do próprio layout dele. Também precisa se cadastrar. Tem coisa já pronta, tem como indicar as dimensões específicas do documento, usar definições já estipuladas (redes sociais) e por aí vai. Tem fonte bonitinha, design (desenho?), formas… dá para criar muita coisa com ele e os tutorias facilitam a vida ainda mais. Eba!

Como os três envolvem essa questão de criação, acabam se parecendo um pouco, mas cada um tem vantagens e desvantagens. Ajudam muito na criação e organização de posts de blog, viu?

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Ausência (não sentida)

O Girassol com listras foi criado há cerca de um mês e, entre outras coisas, estipulei que postaria todos os dias, até que, por algum motivo, isso não pudesse acontecer. Aconteceu mais rápido do que eu esperava e não foi apenas um dia, mas sim 8.

A semana do “eita, não postei nada hoje” chegou e a sensação foi estranha. Eu tinha muita vontade de postar, mas estava ocupada e, principalmente, também sem muitas ideias sobre o que falar… o engraçado é que, mesmo fora por uma semana, as cobranças eram apenas minhas. Escrevo e leio apenas para mim, então não tem ninguém sentindo falta dos meus posts e é engraçado justamente por isso, pois eles tornaram-se uma importante parte da minha vida, mas são, pelo menos por enquanto (ou não?) só meus.

Por mais que eu queria cobrança, aprendi ainda mais que as coisas boas da vida precisam ser cultivadas para que, aos poucos, deem os seus frutos. Pressa não ajuda em nada, então o segredo é fazer tudo com amor, respeito e responsabilidade. A partir daí… bem, o caminho fica mais prazeroso.

Então, é isso. Um post misturando monólogo e o desejo de dar satisfação. Acabei de ler o que escrevi e aceito as desculpas, mas espero que não haja mais nenhum recesso de uma semana. 

Qual a importância em dar crédito?

Sigo pelo Feedly mais de 200 blogs e sites, sem contar com os que encontro pelo meio do caminho. Muitos são responsáveis por 100% (ou quase isso) do conteúdo que postam, mas a maioria não é assim. A maioria usa conteúdo de outros, sendo os principais fotos e textos.

Vejo por aí pessoas reclamando que já tiveram algum conteúdo “roubado”, mas a ironia é que várias delas postam muitas coisas e não dão os créditos. Muito bom querer algo e não praticá-lo, não?

Se você usou qualquer coisa, seja desenho, fotografia, receita, tag, texto, tutorial, vídeo… qualquer coisa que seja, mas que não foi sua, dê crédito. Eu achei que dar crédito fosse difícil, mas não é. O difícil mesmo é procurar um conteúdo que você tenha certeza de quem o projetou – pelo menos encontrar exatamente o que você quer. Pode não ser tão simples assim, mas é necessário. Sei que existe por aí muito royalty free, principalmente fotos, de qualidade, mas acho que de qualquer forma é bom dizer de onde tirou para aos outros como se faz. 

Em tudo o que uso e não é meu, coloco crédito: indico o nome do autor, do veículo (blog, canal, revista, site, etc) e conecto com o link de onde tirei tudo, então é só apertar no nome ou arquivo que a pessoa é automaticamente encaminhada, em outra aba, ao link original. Coisas simples, não? Sim, coisas simples que valorizam o trabalho de quem criou aquele conteúdo. Não adianta colocar que tirou do Google ou Pinterest, já que eles são bancos de dados.

Não sei se o motivo de não dar crédito é preguiça, falta de caráter, acreditar que não é uma coisa importante ou se é uma mistura de tudo isso. Sei que ninguém quer ver seu trabalho copiado por aí, então aprenda que por trás de tudo existe alguém que batalhou para criar aquilo e, como você, merece ser lembrado. Valorize você e o outro. Dar crédito é obrigação. Comece hoje a fazer isso.

Sobre coragem ou o finalmente

Não sei bem como comecei com a ideia de ter um blog, mas isso foi há uns 6 ou 7 anos, quando a profissão de blogueiro ainda estava no início. Acompanhei o amadurecimento da blogosfera: tudo começou a ser levado mais a sério, então fotos, layout de blog, vídeos e tantas outras coisas foram crescendo absurdamente em qualidade. Se eu já não me sentia párea para os blogs de antigamente, que eram, digamos, menos profissionais, imagina para essa imensa indústria em que muita gente no mundo todo cria conteúdos incríveis e faz muito sucesso. Minha intenção nunca foi fazer sucesso, mas queria ser boa o suficiente para a minha consciência extremamente crítica.  

Ainda no começo, eu só queria criar um quando realmente soubesse cuidar de um. Tenho essa vontade há muito tempo e nunca a perdi, mas algo me impedia. Não algo, muitos “algos”. Eu queria ter um blog quando soubesse mexer nos códigos, tirar foto, filmar, me maquiar, ter dinheiro para poder mostrar algo que comprei e ter condições de mostrar lugares novos, ter uma melhor relação de aceitação com o meu corpo… sempre foram tantas coisas. Eu sou dessas, sabe? Coloco empecilho em tudo. Quero tudo de uma vez e para ontem, mas não luto para conquistar as coisas. Depois de todos esses anos, não sei mexer em código, tirar foto, filmar, me maquiar, não tenho dinheiro, a relação com o meu corpo ainda não é das melhores… não sei se eu achava que essa minha vontade era algo temporário, mas qual o problema de ser temporário? Poderia levar todo o aprendizado que conquistei para coisas futuras, mas… é, sou dessas. Sou dessas que sento no sofá, faço uma lista de tudo o que almejo e continuo no sofá. Eu tenho vergonha de fazer as coisas e me falta muita coragem. Estou sempre me comparado aos outros e me acho incapaz. Tenho melhorado muito, na verdade. É um exercício diário e foi com ele que decidi por em prática um dos meus sonhos mais antigos: ter um blog.

É isso o que eu digo a vocês. Por mais que eu escreva e ninguém leia, eu estou no caminho que escolhi. Um caminho que, finalmente, vai de encontro com as coisas que eu quero. A gente inventa tantas limitações, né? Cansei disso. Vou correr atrás do tempo que perdi.

Nasceu!

O surgimento de uma nova vida é um dos mais fascinantes fenômenos que já ocorreu. Muitas são planejadas e muitas são, digamos, concebidas ao acaso. Posso afirmar que adio esse nascimento há, mais ou menos, 6 a 7 anos, quando comecei a frequentar a blogosfera. Foi amor de cara e, claro, eu também queria ter um espaço para divulgar os meus pensamentos mais incríveis, mas também os mais cotidianos. Sempre adiei por achar que eu deveria estar mais preparada para um passo que, para mim, seria importante, mas quer saber de uma coisa? Nem sempre a gente tá preparado, nem sempre esse dia vai chegar e é bom fazer sem tá preparado mesmo, sabe? Se é algo bom e não prejudica ninguém, então cria coragem e vai assim mesmo. Bem, sinto como se uma nova vida tivesse nascido de mim e é uma sensação muito boa.

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E é assim que começa: com pouco conhecimento e sem equipamento profissional, mas precisava nascer e não poderia mais ser adiado. Em um dia de sol em meio a tantos outros de chuva, uma parte importante de mim finalmente surge. Foi no meio desse céu que o meu sol encontrou coragem de aparecer.