As músicas da minha vida foram atualizadas

Eu, por algum motivo, passei um tempo sem escutar música. Eu escuto praticamente as mesmas coisas desde a infância (SAUDADES!) e tenho dificuldade em aceitar coisas que não sou muito familiarizada. Exemplo? Sentir dor de cabeça e enjoo quando insisto em escutar algo “novo”. Por escutar as mesmas coisas, achava melhor passar um tempo sem essas músicas justamente para não enjoar e ficar órfã. Sim, de vez em quando ouço algo que foge um pouco da playlist da minha vida, mas não é muito comum justamente por conta do desconforto.

Bem, como venho mudando (lentamente) e querendo melhorar muita coisa em mim, decidi dar a oportunidade de aceitar novas coisas. Na verdade decidi insistir mesmo porque não quero ficar doida. Foi então que comecei a criar algumas playlists no Spotify  e colocar músicas que não ouvia há tempo, que já ouvi em algum lugar ou que não conhecia mesmo. Relembrando os momentos em que queria trabalhar na MTV.

Já não sinto tanto desconforto e isso é maravilhoso. A lista de músicas que vão tocar no meu enterro aumentou consideravelmente. Vitória!

Essa é uma das listas:

A preguiça do Photoshop

Por preguiça, entende-se: não sei fazer quase nada. Socorro!

O Photoshop não é uma coisa lá muito fácil de se mexer. Se a pessoa quer algo simples dá para seguir algum tutorial de boa, mas se for algo mais complexo ou até mesmo se quiser saber um pouco de tudo, aí complica. Nem todo mundo precisa de todas as ferramentas que eles oferecem, então, muitas vezes, não vale a pena pagar por ele e é melhor procurar outros programas que atendam perfeitamente a necessidade de fazer coisas mais simples.

Ainda bem que existem outras ferramentas porque a preguiça de aprender sozinha mora aqui, viu? Eu me sinto completamente estressada e incapaz tentando fazer algo de lindo. Hehe.

Vou indicar três que uso e todas são onlines.

Adobe Spark

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Da família do Photoshop: Adobe. Eu digo logo que é em inglês, mas não procurei se pode mudar o idioma. Tem que se inscrever e depois as maravilhas são liberadas. Tem como criar post, página e vídeo. Dependendo do que se quer, as medidas das redes sociais mais utilizadas já estão prontas lá, então é só criar a imagem. Falta inspiração? Eles tem uma galeria com muita coisa linda para ajudar nas ideias. Dá até como usar pelo celular. Acho ele bem fofo.

BeFunky

O que falar sobre ele? Incrível! Além de ter editor de foto e colagem, a parte de design é linda. Não mexi muito nele, mas achei tudo fácil. Os diversos modelos prontos são bem fáceis de usar e trocar o que quer que seja (foto de fundo, fonte, o que tá escrito…). Ele tem muitos tipos de modelos, mas a maioria é paga. Mesmo assim dá para usar bem os de graça.

Canva

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O Canva é bem intuitivo e acho mais fácil do que o Spark por conta do próprio layout dele. Também precisa se cadastrar. Tem coisa já pronta, tem como indicar as dimensões específicas do documento, usar definições já estipuladas (redes sociais) e por aí vai. Tem fonte bonitinha, design (desenho?), formas… dá para criar muita coisa com ele e os tutorias facilitam a vida ainda mais. Eba!

Como os três envolvem essa questão de criação, acabam se parecendo um pouco, mas cada um tem vantagens e desvantagens. Ajudam muito na criação e organização de posts de blog, viu?

Simulando o som de uma cafeteria

É comum pessoas marcarem encontro de negócios em uma cafeteria ou aparecerem por lá para criar projetos sozinhos ou em grupo. Pode até ser que os envolvidos realmente gostem de café e das comidinhas que eles servem, mas a impressão que tenho é que café dá uma sensação de importância. Eu, por exemplo, não gosto muito da bebida em si, mas gosto de sobremesas com gostinho de café. Como eu não sou 100% café, acho que quem tá nesse clube ganha, de alguma forma, um status de importância imaginário… é como se a pessoa ficasse mais adulta e responsável, sabe? Como se alguém também se tornasse mais confiável por gostar de café. Talvez eu tenha essa sensação por ser do time leite com chocolate. Sou a única a pensar assim? Vai saber…

Mesmo achando que café dá esses super-poderes, eu também tenho essa opinião sobre ele:

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Mas… eu gostaria de ser a doida do café. Porque sim.

Voltando. Recentemente descobri alguns sites que simulam o som de uma cafeteria e achei engraçado. O Coffitivity, pelo que vi, tem faixas que envolvem o murmurinho de conversas em diferentes tons e até o som de talheres. Já o Soundrown, além do som ambiente de uma cafeteria, tem outros como chuva, ondas, pássaros e até parque. O Rainy Cafe permite que a pessoa escolha se quer o som de uma cafeteria, de chuva ou dos dois juntos. Existem ainda muito mais e eles ajudam, principalmente, quem trabalha em casa usando o computador.

Procurei sobre o assunto (porque achei levemente bizarro encontrar tantos sites assim com esses sons) e encontrei algumas pesquisas que afirmam que som ambiente moderado, como o das cafeterias, aumenta a criatividade e, assim, a produtividade. Tal tipo de tom faz com que o cérebro consiga pensar de uma forma mais criativa e com mais foco.

Por isso que muitos defendem que sair da zona de conforto, do ambiente natural, melhora a percepção de determinadas situações. Nada de ficar só em lugares silenciosos ou barulhentos, é bom variar e poder usufruir dos diferentes aspectos que cada um apresenta.

Eu tenho uma maior facilidade em fazer coisas com silêncio, mas gosto de ouvir um pouco de música e acabei gostando desses sons ambientes que não encontro em casa.

Lembra?

Eu não sei mais se você lembra de mim. Na verdade sei que lembra, mas não sei se lembra das nossas histórias. Lembra? Já morei com você por muitos meses, mas a sua casa sempre foi a minha favorita. Lembra de quando você fazia leite com Nescau para mim e resolvia colocar leite condensado no meio? Lembra quando você cantava “puxa, puxa, puxa a vassoura da bruxa” para que eu usasse o canudo? Lembra das vezes em que você cozinhou ou pediu que alguém cozinhasse carne ao molho, macarrão e purê porque receberia a nossa visita? Lembra de quanta gelatina sabor morango eu já comi? Lembra de quando fazíamos compras juntas e você me dava um pedaço de bacalhau? Lembra de quando eu escrevi uma carta pedindo que você parasse de fumar e você, muito metida a rebelde, resolveu rasgar e eu acabei vendo? Acho que você não sabe que eu vi, mas eu fiquei triste. Tinha aprendido na escola que fumar fazia mal e poderia antecipar a morte… e eu queria você por muito mais tempo. Eu não tenho tantas lembranças assim de quando era pequena e sei que algumas não são tão boas… quero saber das boas que você lembra. Me conta?

Eu não sei se você lembra, mas já sentamos juntas diversas vezes para assistir Orgulho e Preconceito. Um filme que eu amo e que você também ama. Os seus cometários eram sempre os mesmos: “que filme lindo”, “esse filme não tem maldade”… e, se pudesse, você assistia ele direto. Lembra das vezes que uma ligava para a outra e conversava por alguns minutinhos? Lembra de quando eu respondia com esse meu jeito meio engraçado querendo ser chata e você gargalhava? Lembra de todas as vezes em que você veio à minha casa, até dormiu aqui e disse que era a sua segunda casa? Lembra de todas as vezes que a gente conversou besteira, de todas as vezes que cozinhamos pensando na outra e todos os “eu te amo” que deixamos entalados (com você também era assim, imagino) por conta da vergonha?

Eu não sei se você lembra dessas coisas e dói quando penso que pode não lembrar, mas sabe de uma coisa? Que bom que vivemos tudo isso. Eu agradeço por todos os momentos e tenho a felicidade de poder lembrar de tudo. Espero fazer carinho na sua cabeça até o final, mesmo que você não lembre de mim.

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De um dia ensolarado com você. Ficam todas as lembranças.

Eu te amo.

Mercado de São José

Em outubro do ano passado (sim!), durante o curso de Fotógrafo que fiz, visitamos o Mercado de São José. Não sei absolutamente nada sobre a história dele, então tive que dar uma pesquisa e dizer pelo menos alguma coisinha.

O Mercado de São José é o mais antigo edifício pré-fabricado em ferro do país. Inaugurado em setembro de 1875, teve a sua estrutura vinda da Europa para a capital pernambucana. O seu projeto arquitetônico, essa maravilhosidade em ferro, foi inspirada no também mercado público de Grenelle, em Paris. É reconhecido e tombado como Patrimônio Histórico. Recebeu esse nome por conta do bairro em que fica, o Bairro de São José.

Lá é um dos principais pontos turísticos do Recife e tem de tudo que envolve artesanato e comida. Bolsa, sapato, roupa, acessórios, rede, panos, cordel, doces, bolo de rolo, peixes, frutos do mar, frutas, verduras, legumes, ervas…? Sim, tudo isso e mais.

Como faz tempo e foi a última vez que fui lá, não lembro de muita coisa, então tenho praticamente só as fotos.

A primeira coisa é: vá pela entrada pela principal. Olha que coisa maravilhosa, que estrutura linda!

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As fotos estão em ordem completamente aleatória porque eu não fui pela entrada principal e não lembro do caminho que fiz, então coloquei tudo da maneira que quis.

Para começar, artesanato com palha.

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Doces, muitos doces, temperos e outras coisas.

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Próxima à venda dos bichinhos do mar, consegui subir em umas escadas e tirar umas fotos do alto. Foram as minhas favoritas porque amo poder ver os padrões de forma melhor e ver tudo de cima muda completamente a perspectiva.

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Tem uma parte imensa destinada à venda de peixes e frutos do mar. A procura é grande, principalmente na Páscoa.

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Essas fotos da escada renderam, viu?

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Outra coisa que amei: esse teto. Essa mistura do laranja com verde é incrível. Eu não parava de olhar para cima e ficar com dor no pescoço.

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Essa parte é fora, bem perto da entrada. Tem uns lugares para fazer lanche e almoçar.

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No entorno do mercado, que seria na parte de trás e em um dos lados, vendem frutas, legumes e verduras.

Alho com cominho porque é um combo maravilhoso!

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É engraçado lembrar desse dia, do meu nervosismo em ter que interagir com as pessoas e tirar fotos.

Quer um bom programa em Recife? Vá ao Mercado de São José.