Bricelet: biscoito em forma de cultura (e fofura)

Existem certas coisas que, por algum motivo, ganham valor quase que imediatamente. Nunca achei que eu pensaria isso de um biscoito, mas penso. Ano passado conheci o bricelet, um biscoitinho bem leve com toque de limão.

O bricelet é feito pelas irmãs beneditinas do Mosteiro de Nossa Senhora do Monte, que fica em Olinda. Feitos desde a década de 60, elas vendem para qualquer pessoa – em Recife têm vários restaurantes que compram o biscoito e usam nas sobremesas. Se quiser comprar é bom entrar em contato antes porque eles são bem disputados.

Alguns países têm biscoitos finos marcados à ferro, então é difícil saber onde tudo começou – e eu nem tô aqui para isso. De qualquer forma, é bonito ver essa cultura sendo preservada.

Eu acho ele tão delicado e maravilhoso que prefiro comer puro mesmo, mas dá muito bem para comer com brigadeiro, creme, doce de leite, frutas, sorvete… é só usar a imaginação.

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Lindo, né? Eles são duplos e possuem vários desenhos diferentes. Essa minha foto está longe do que ele realmente é… um dia, quem sabe, eu os mostre melhor.

P.s.: Sim, o biscoito é quadrado, mas cortei a foto por motivos de… (suspense)… tirei-a segurando o bricelet e a minha mão ficou feia. Na verdade tirei várias fotos e em todas a mão saiu feia. Vou averiguar. Talvez, só talvez, eu não saiba fotografar mão. Ou nada, em geral. Eita. Talvez isso explique a falta de foco da foto.

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Sobre a segunda sem carne

Domingo é o dia em que a semana começa, mas é na segunda-feira que tomamos a iniciativa da mudança – seja a promessa de uma dieta, procura de um novo emprego, algum projeto ou algo assim. Uma coisa que faço em quase todas as segundas é não me alimentar de carne.

Segunda Sem Carne é uma campanha existente em mais de 35 países e chegou ao Brasil em 2009, através da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) juntamente com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) da cidade de São Paulo.

Segunda Sem Carne

A campanha busca a conscientização das pessoas para os impactos, em todos os âmbitos, do consumo da carne animal e, ainda, mostrar que existem diversas alternativas para uma boa alimentação. A campanha mundial é vegetariana, enquanto que a brasileira é mais voltada para o veganismo e as diferenças entre essas duas vertentes são:

  • Ovolactovegetariano: não consome nenhum tipo de carne, mas alimenta-se de leite e ovos.
  • Lactovegetariano: não alimenta-se de nenhum tipo de carne, ovos e derivados. Consomem produtos lácteos.
  • Vegetariano estrito: não alimenta-se de nenhum produto animal, seja carne, leite ou ovos.
  • Vegano: não consome nenhum produto de origem animal, como alimentação, beleza, espetáculos e vestuário. Alguns exemplos de sua restrição são: carne, gelatina, leite, mel, ovo, couro, lã, seda, corantes à base de Carmim de Cochonilha/INS 120, entre outros. Não consomem, ainda, produtos testados em animais e não vão à lugares que envolva exploração animal, como circos. São pessoas que costumam adotar animais, como cachorros e gatos, ao invés de comprá-los. É uma filosofia de vida, não uma dieta.

É interessante ver que muitas dessas pessoas gostavam sim desses produtos, mas decidiram parar de consumi-los principalmente pelo amor e respeito aos animais.

Gosto de carne, tanto é que me alimento dela em praticamente todos os dias da semana, mas há muito tempo sinto um peso na consciência. Como por costume e, admito, por preguiça em adaptar o que gosto. Coxinha sem frango. Os meus dias sem carne são vegetarianos, não veganos, mas um dos projetos que quero implantar em minha vida é ter um dia vegano e outro vegetariano durante a semana. Dá para comer muita coisa boa assim.

Decepção em forma de chocolate

Na Páscoa ganhei da minha mãe uma barra grande de chocolate. Meus pais sabem que gosto de testar receitas como brownie e cookies, então ganhei um para que pudesse usá-los de cobaias em mais umas experiências.

Quando me deram a barra, a primeira coisa que me chamou a atenção foi o nome fracionado. Lembrei de alguma coisa que a professora de Confeitaria havia falado em alguma aula e pensei: “Fracionado? Isso quer dizer hidrogenado, não é?”. Fiquei em dúvida e acabei pesquisando um pouco. Sim… fracionado é o nome glamourizado do hidrogenado. Acho que o primeiro nome já estava tão mal falado que resolveram dar uma mudada, sabe?

Esse tipo de chocolate possui uma quantidade incrível de gordura e, por incrível que pareça, o meu nem levava massa de cacau, só o cacau em pó mesmo. A massa de cacau faz bem à saúde e o que estraga o chocolate, em sua maioria, são, principalmente, as altas quantidades de açúcar e gordura.

Tudo o que eu queria era um chocolate assim: pelo menos bom, mesmo sem alto teor de massa de cacau. O meu é daqueles que a gente come e fica com uma camada oleosa na boca, além de ter um gosto estranho, sabe? Não deveria ser proibido vender algo assim?

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A Páscoa foi há muito tempo, mas o meu chocolate, que vence em 2016, ainda inteiro. Ele só serve para recheio e cobertura, não podendo ir ao forno, então… não sei se faço bolo ou cookies e coloco um pouco do chocolate derretido por cima, se dou a alguém (o que não quero, já que é algo que faz mal) ou jogo fora (o que é horrível, já que é comida).

Sei que ganhei mais de um quilo de chocolate e aprendi que ele pode, sim, decepcionar a gente. Aprendi mais uma lição de vida. Tristeza define.