As músicas da minha vida foram atualizadas

Eu, por algum motivo, passei um tempo sem escutar música. Eu escuto praticamente as mesmas coisas desde a infância (SAUDADES!) e tenho dificuldade em aceitar coisas que não sou muito familiarizada. Exemplo? Sentir dor de cabeça e enjoo quando insisto em escutar algo “novo”. Por escutar as mesmas coisas, achava melhor passar um tempo sem essas músicas justamente para não enjoar e ficar órfã. Sim, de vez em quando ouço algo que foge um pouco da playlist da minha vida, mas não é muito comum justamente por conta do desconforto.

Bem, como venho mudando (lentamente) e querendo melhorar muita coisa em mim, decidi dar a oportunidade de aceitar novas coisas. Na verdade decidi insistir mesmo porque não quero ficar doida. Foi então que comecei a criar algumas playlists no Spotify  e colocar músicas que não ouvia há tempo, que já ouvi em algum lugar ou que não conhecia mesmo. Relembrando os momentos em que queria trabalhar na MTV.

Já não sinto tanto desconforto e isso é maravilhoso. A lista de músicas que vão tocar no meu enterro aumentou consideravelmente. Vitória!

Essa é uma das listas:

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Unbreakable Kimmy Schmidt

Vamos falar de coisa boa? Vamos falar de Tekpix Netflix?

Unbreakable Kimmy Schmidt é uma das aclamadas séries originais da Netflix. Distribuída em 13 episódios de aproximadamente 22 minutos, a série completa estreou no dia 6 de março de 2015. Criada por Robert Carlock e Tina Fey, ambos roteiristas de 30 Rock, a comédia é exagerada, muito colorida e tem forte conexão com as minorias. A fórmula funciona. Funciona bem. Repleta de críticas, o humor é ácido e construtivo – o que faz com que ele não seja tão acessível quanto gostaríamos.

Kimmy Schmidt (Ellie Kemper) era uma adolescente quando foi sequestrada por um “religioso” que defendia que o mundo iria acabar e, após 15 anos, ela é finalmente resgatada. Ela, obviamente, enfrenta dificuldades em encarar a realidade da nova vida, pois o mundo não parou e esperou por ela. Tudo e todos tiveram 15 anos de convívio com uma sociedade em expansão cultural e econômica, mas não Kimmy. Ela sai do cativeiro como uma mulher de quase 30 anos, mas ainda pensa como adolescente. Na intenção de ter controle sobre sua vida e fugir de uma cidade em que todos a conhecem, muda-se para Nova Iorque.

Unbreakable

Além de Kimmy, a trama também mostra outros personagens interessantes como Titus, Jacqueline, Xanthippe, Lilian e outros. Eles são extremamente engraçados, mas também transmitem muita dor, seja pelo passado, pela não conquista dos sonhos, pela vida fútil e sem propósito ou qualquer outro motivo.

É comovente e engraçado acompanhar o crescimento da personagem principal, assim como suas tentativas de sobreviver ao mundo que ela não teve a oportunidade de acompanhar a evolução. Não só ela, mas os outros também conquistam a sua marca.

A série já é uma personagem: fala sobre outras séries e filmes, virais da internet, a falta de qualidade no mundo da música, social climbers, frustação das pessoas, as loucuras para obter o green card, um professor que odeia ensinar, pessoas que aparentam ser uma coisa e são outra, conflitos existenciais … é uma série antenada que brinca, critica e educa.

Kimmy Schmidt é contagiante, corajosa, ingênua e otimista. Com dificuldade para viver com a vida dupla, a série mostra como suas decisões impactam nas vidas de quem está ao seu redor. Kimmy é a mulher forte e inspiradora que não sabe o que é Google, Ipod, Iphone ou selfie. Gosta de usar roupas coloridas e tênis que brilha quando pisa. Gosta de comer muito doce. Ela é a gente nos anos 90! Saudades.

A boa notícia: a segunda temporada está a caminho. Teremos mais Kimmy!

Assistam o trailer oficial em inglês da primeira temporada e vejam se não dá vontade de acompanhar a série.

HAIM e a viciante The Wire

Ontem, no meio de algum vídeo no Youtube, escutei uma música que gostei e fui escutá-la toda. A música é The Wire, do grupo HAIM. Sei que esse grupo existe por conta da Taylor Swift, que vez ou outra posta foto com as meninas, mas nunca tinha escutado nenhuma música.

HAIM é formado pelas irmãs Este, Danielle e Alana Haim. Banda de indie rock de Los Angeles, as meninas foram influenciadas pelos pais no gosto musical e, desde cedo, apresentam vocação para cantar e tocar.

Vi que elas ainda estão no começo do carreira, mas as músicas que ouvi são boas e espero que eles continuem trabalhando assim. Ouvi The Wire ontem e só dá ela na minha cabeça!

Assistam!

Sherlock: é elementar

Sou apaixonada por seriados. Me encanto com essa coisa de acompanhar (ou não) o crescimento dos personagens, me apegar ao caráter deles… essas coisas que acontecem com quem assiste algo duradouro. Já acompanhei diversas – inclusive, em determinada época, assistia 31 simultaneamente.

Com o passar do tempo, me tornei mais seletiva, então o número diminuiu bem. Atualmente acompanho pouquíssimas, já que a maioria acabou ou foi cancelada. A última que assisti, mas que ainda está na ativa, foi Sherlock.

Conheci Sherlock em 2014 e assisti a primeira temporada. Por algum motivo qualquer, não continuei. Não faço ideia do motivo, já que gosto do gênero e gostei do seriado. Pois bem. Meu irmão, há pouco tempo, começou a colocar o seriado pela Netflix na televisão e eu, algumas vezes, assisti fragmentos. Acabei ficando viciada, então entrei no Netflix e assisti a primeira temporada de novo e as outras duas, sem perder um minuto.

Sherlock

Sherlock é uma série britânica produzida pela rede de televisão BBC. Não sei se todo mundo sabe (espero que sim!), mas ela é baseada nas obras de Sir Arthur Conan Doyle, escritor e médico escocês, que escreveu mais de 50 histórias sobre o seu personagem mais famoso, o detetive Sherlock Holmes. Escrita por Steven Moffat e co-criada por Mark Gatiss, é estrelada por Benedict Cumberbatch (Sherlock Holmes Smaug) e Martin Freeman (John Watson Bilbo Baggins).

Cada temporada tem três episódios de, aproximadamente, 1h20 de duração. Até agora existem três temporadas disponibilizadas e a quarta ainda vai demorar a sair. Por ter poucos episódios, todos são extremamente bem trabalhados e com boas histórias. O clássico de Sir Arthur Conan Doyle foi adaptado para os dias atuais.

Sherlock

A série envolve mistérios a serem resolvidos, então… bem, esperem crimes que parecem insolúveis, mas que, de repente, são resolvidos. Normal. Apesar disso, listo sete motivos para assistir Sherlock. Não coloquei mais por preguiça, pois realmente tem bem mais prós do que contras. Olha só:

  1. Cenários como as cidades de Londres, Cardiff, Dartmoor e outras. Muito amor pela Inglaterra.
  2. O melhor jeito de falar inglês: com sotaque britânico.
  3. A fotografia é maravilhosa. Não sei se existe algum outro nome para falar isso, mas a série é filmada de um jeito muito bonito.
  4. Todo episódio rola uma tensãozinha por conta do mistério. Assisto pensando em mil possibilidades para o decorrer da história e descobri que quero ser Sherlock. Amo!
  5. As atuações são incríveis, principalmente as dos dois principais e Andrew Scott (Jim Moriarty).
  6. John Watson e Sherlock Holmes são blogueiros! BLOGUEIROS! Watson tem o The personal blog of Dr. John Watson (leia apenas se quiser ou já sabe dos spoilers) e Sherlock é dono do The Science of Deduction. Vida moderna. Em breve quero ver vlog e vídeo de recebidos.
  7. A série é surpreendentemente engraçada. Com aquele humor ácido típico dos ingleses, mas que é uma maravilha e cutuca criticamente algumas coisas por aí.

Se quiser descobrir mais pistas (ha!) sobre a série, é só ver a página do programa no site da BBC One. Sinta-se na Baker Street, 221B.

Meu canal favorito no Youtube

Se, em um cenário hipotético, o Youtube me obrigasse a assistir apenas um canal pelo resto da minha vida, sei a resposta sem nem cogitar outra. Sabe qual é o meu canal favorito? Omeleteve ♥

Debutante de 15 aninhos, o Omelete é o maior site de entretenimento do Brasil. Eles falam sobre tudo o que envolve a cultura pop: cinema, jogo, literatura, música, quadrinho e série.

Conheço o site há anos, mas entrava para ver os lançamentos do cinema e algumas reviews. Só isso. Assisto muitos vídeos no Youtube e, de vez em quando, apareciam alguns do Omeleteve como indicação para mim. Um dia, resolvi assistir. Enlouqueci. Viciei. Desde então tenho sido uma ~ fiel ~ seguidora. Leio as matérias, vejo os vídeos e, inclusive, sigo todas as pessoas que conheço no Instagram.

Quando acontece algum evento como Comic-Con de San Diego, o Omelete, que faz a cobertura de eventos importantes, muda um pouco o seu formato, mas, geralmente, ele é dividido em:

Omelete Hyperdrive: mostra, de segunda a sexta, as novidades do dia. São vídeos rápidos e apresentados por uma pessoa.

OmeleTV: nos dias de segunda, terça, quinta e sexta, podendo ser sobre um assunto específico, como o veredito de um filme, ou um apanhado de coisas. Geralmente é apresentado por duas ou três pessoas. São vídeos mais demorados. O da sexta acontece ao vivo, às 20h, e geralmente dura quase 30 minutos.

Bloco X!: apresentado por três meninas, é o meu favorito. É divulgado toda quarta e foca mais em cinema. É maravilhoso e deveria ter, no mínimo, duas vezes na semana. “Olá, Brasil! Olá, você aí de casa!”.

Erros de gravação: geralmente aos sábados, lançam um vídeo curtinho e bem zueiroso para fazer a alegria de quem stalkeia acompanha o canal e quer ver as risadinhas diárias.

Além de comentar todo esse mundo maravilhoso, eles ainda visitam eventos pelo mundo, são convidados para ir em sets de gravação… vida linda. No ano passado, em dezembro, aconteceu a primeira Comic-Con Experience (CCXP), a Comic-Con brasileira que acontece em São Paulo e foi criada por… sim, pelo grupo Omelete!

Vale muito a pena conhecer o trabalho deles e se encantar mais ainda por esse mundo. Um sonho: trabalhar no Omelete. Me contrata, gente!

Obrigada. De nada!