Aleatórias n. 1

Eu tenho muitas fotos no celular e computador. Fotos completamente aleatórias tiradas de celular e câmeras. Decidi postar umas de vez em quando porque são fotos que, por algum motivo, eu gosto e não quero que elas fiquem pegando mofo e nunca sejam usadas.

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Deve tá tirando foto de alguma besteira

A maioria já estava editada pelo celular, então vou mexer de novo só em algumas. Quero deixar elas o mais parecido possível de como as deixei antes. Não quero me importar tanto com elas e ver defeito em tudo.

De certa forma vou mostrar um pouco de mim porque vai ter uma misturinha do meu cotidiano, meus gostos, meu olhar, minhas saudades… vai ser uma maneira de deixar registrado pedaços meus que eu guardava. Ai, que poética.

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  1. Um pedaço do jardim da minha casa (dos meus pais, na verdade). Um pedaço da vista que a gente tem do terraço.
  2. Do dia em que vi um flamingo no céu.
  3. Molho de tomate com legumes assados. Amor.
  4. Da casa do namorado. Achei poético.
  5. Anuska, a nossa cadela que foi para o céu dos animais no fim de outubro. É triste saber que não vou ter mais novas lembranças dela, que essa é só mais uma das agora limitadas fotos dela… ela faz muita falta. Ela foi muito boa para a minha família.

Eu não tenho ideia de quantas fotos assim ainda vou postar, mas pode ser que depois eu use fotos atuais, fazendo um resumo da semana ou do mês… vamos ver.

Simulando o som de uma cafeteria

É comum pessoas marcarem encontro de negócios em uma cafeteria ou aparecerem por lá para criar projetos sozinhos ou em grupo. Pode até ser que os envolvidos realmente gostem de café e das comidinhas que eles servem, mas a impressão que tenho é que café dá uma sensação de importância. Eu, por exemplo, não gosto muito da bebida em si, mas gosto de sobremesas com gostinho de café. Como eu não sou 100% café, acho que quem tá nesse clube ganha, de alguma forma, um status de importância imaginário… é como se a pessoa ficasse mais adulta e responsável, sabe? Como se alguém também se tornasse mais confiável por gostar de café. Talvez eu tenha essa sensação por ser do time leite com chocolate. Sou a única a pensar assim? Vai saber…

Mesmo achando que café dá esses super-poderes, eu também tenho essa opinião sobre ele:

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Mas… eu gostaria de ser a doida do café. Porque sim.

Voltando. Recentemente descobri alguns sites que simulam o som de uma cafeteria e achei engraçado. O Coffitivity, pelo que vi, tem faixas que envolvem o murmurinho de conversas em diferentes tons e até o som de talheres. Já o Soundrown, além do som ambiente de uma cafeteria, tem outros como chuva, ondas, pássaros e até parque. O Rainy Cafe permite que a pessoa escolha se quer o som de uma cafeteria, de chuva ou dos dois juntos. Existem ainda muito mais e eles ajudam, principalmente, quem trabalha em casa usando o computador.

Procurei sobre o assunto (porque achei levemente bizarro encontrar tantos sites assim com esses sons) e encontrei algumas pesquisas que afirmam que som ambiente moderado, como o das cafeterias, aumenta a criatividade e, assim, a produtividade. Tal tipo de tom faz com que o cérebro consiga pensar de uma forma mais criativa e com mais foco.

Por isso que muitos defendem que sair da zona de conforto, do ambiente natural, melhora a percepção de determinadas situações. Nada de ficar só em lugares silenciosos ou barulhentos, é bom variar e poder usufruir dos diferentes aspectos que cada um apresenta.

Eu tenho uma maior facilidade em fazer coisas com silêncio, mas gosto de ouvir um pouco de música e acabei gostando desses sons ambientes que não encontro em casa.

Lembra?

Eu não sei mais se você lembra de mim. Na verdade sei que lembra, mas não sei se lembra das nossas histórias. Lembra? Já morei com você por muitos meses, mas a sua casa sempre foi a minha favorita. Lembra de quando você fazia leite com Nescau para mim e resolvia colocar leite condensado no meio? Lembra quando você cantava “puxa, puxa, puxa a vassoura da bruxa” para que eu usasse o canudo? Lembra das vezes em que você cozinhou ou pediu que alguém cozinhasse carne ao molho, macarrão e purê porque receberia a nossa visita? Lembra de quanta gelatina sabor morango eu já comi? Lembra de quando fazíamos compras juntas e você me dava um pedaço de bacalhau? Lembra de quando eu escrevi uma carta pedindo que você parasse de fumar e você, muito metida a rebelde, resolveu rasgar e eu acabei vendo? Acho que você não sabe que eu vi, mas eu fiquei triste. Tinha aprendido na escola que fumar fazia mal e poderia antecipar a morte… e eu queria você por muito mais tempo. Eu não tenho tantas lembranças assim de quando era pequena e sei que algumas não são tão boas… quero saber das boas que você lembra. Me conta?

Eu não sei se você lembra, mas já sentamos juntas diversas vezes para assistir Orgulho e Preconceito. Um filme que eu amo e que você também ama. Os seus cometários eram sempre os mesmos: “que filme lindo”, “esse filme não tem maldade”… e, se pudesse, você assistia ele direto. Lembra das vezes que uma ligava para a outra e conversava por alguns minutinhos? Lembra de quando eu respondia com esse meu jeito meio engraçado querendo ser chata e você gargalhava? Lembra de todas as vezes em que você veio à minha casa, até dormiu aqui e disse que era a sua segunda casa? Lembra de todas as vezes que a gente conversou besteira, de todas as vezes que cozinhamos pensando na outra e todos os “eu te amo” que deixamos entalados (com você também era assim, imagino) por conta da vergonha?

Eu não sei se você lembra dessas coisas e dói quando penso que pode não lembrar, mas sabe de uma coisa? Que bom que vivemos tudo isso. Eu agradeço por todos os momentos e tenho a felicidade de poder lembrar de tudo. Espero fazer carinho na sua cabeça até o final, mesmo que você não lembre de mim.

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De um dia ensolarado com você. Ficam todas as lembranças.

Eu te amo.

Hello, it’s me

Sim, ainda vivo. Voltando da terra dos mortos, quero mudar um pouco o olhar que transmito aqui no blog e também postar com mais frequência. Tenho coisas anotadas há muito tempo, mas acabei sempre adiando tudo. Espero conseguir pelo menos um pouco do que quero, mas sem muita cobrança.

Comemorando a volta, segue uma playlist de músicas amorzinho. O amor, pra mim, tem esse ritmo.

A casa tá cheia

A minha família cresceu. Em 2001 ganhamos (eu, meu irmão e os nossos pais) da vida maravilhosa (risos) um bóxer tigrado e eu, muito mandona, coloquei nele o nome Argos. Em 2002, outro presente: uma bóxer dourada chamada Anuska – sim, também escolhi o nome. Por muitos anos eles foram a alegria da casa – mesmo (e principalmente) se fizessem a maior confusão. Em maio do ano passado, em 2015, Argos morreu e deixou a nossa família com saudades.

Anuska ficou sozinha, mas, no início do ano, ganhamos mais três amores: Peppe, Bean e Luna. Eu nunca fui muito fã de gatos, até que meu namorado adotou uma que era tão fofa que derreteu o meu coração me fez querer gatos. Como moro em uma casa, aqui aparecem muitos gatos dos vizinhos e, inclusive, gatos recém-nascidos. Comecei a pedir aos meus pais que a gente adotasse algum gato, sendo filhote ou já crescido. Entre o ano novo e os primeiros dias do ano, duas gatas ficaram aqui em casa por alguns dias – uma estava sozinha em casa e só queria ficar aqui e outra fugiu quando iria ao veterinário. Depois elas voltaram para as suas casas e, de repente, um gato aparece! Peppe, nome que eu também dei, foi rejeitado e acabava dormindo no terraço da minha casa e, um dia, meus pais abriram a porta e ele decidiu ficar. Isso foi há um mês e meio. Dois dias depois, meus pais foram em um dos mercados públicos do Recife e trouxeram dois gatos com cerca de um mês. É comum abandonarem gatos lá e, por sinal, nesse dia tinham vários.

Anuska já posou como uma french girl para mim milhares de vezes, mas escolhi duas mais recentes porque agora ela está assim: sem conseguir andar, então fica sempre deitada em casa e, de vez em quando, fica um pouco no jardim.

Anuska

Anuska

Esse é Peppe. Dorme muito, come muito, não gosta de braço e leva susto com tudo. O veterinário disse que ele tem mais ou menos um ano. Aos poucos, tem ficado mais carinhoso.

Peppe

Bean e Luna no dia em que chegaram aqui, com pouco mais de um mês. Bean só queria tomar leite, chorar e dormir, enquanto Luna queria correr por toda a casa. Agora já estão bem agitados e acostumados com todo o movimento da casa.

Bean e Luna

Bean, que saiu quase piscando, adora subir em todos os cantos e dormir. Mesmo sendo mais comilão e dorminhoco, fica bem doido em algumas horas do dia.

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Luna, que ama qualquer pano que encontra pelo meio, gosta de ficar no colo e quer fazer amizade com Anuska a qualquer custo e eu não sei se vai dar certo.

Luna

Sim! Só para variar, também coloquei os nomes em Bean e Luna.