A saudade que dá

Acordei com saudades. Saudades em diferentes níveis. Acordei com saudades do meu avô e do meu cachorro – a falta da presença física que dá aquele apertadinho na garganta. Acordei com saudades da força que eu tinha na infância e carregava para todo canto, mas que, em algum momento, fui deixando ela cair pelo chão. Acordei com saudades de quando eu era mais esperançosa e positiva. Acordei com saudades de quando eu acreditava que eu já estaria estabelecida a essa altura. Acordei com saudades de uma coxinha bem crocante e com recheio desfiado, não processado.

Por mais que eu viva, carrego saudades comigo. Há certas saudades que continuarei sentindo até o fim e que só poderei sorrir com as boas lembranças que tenho, mas há outras que, se eu quiser, podem me ajudar a mudar para melhor. Para isso, não posso permitir que a saudade me deixe presa ao passado porque a chance de tropeçar olhando para trás é maior. Devo continuar. Saudades dói, mas também faz crescer.

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