Ao relento

Lembro que um dia eu estava no ônibus indo para a faculdade e me deparei com a seguinte cena: um senhor estava deitado em lençóis. É, infelizmente, algo corriqueiro, mas essa foi, digamos, irônica por ele estar dormindo em frente a uma… loja de colchões.

Como era dia de chuva e geralmente Recife fica mais caótico, o trânsito já estava maior que o normal. O ônibus parou justamente em frente à loja e eu me vi ali, olhando aquela cena pela janela e vendo os pingos de chuva caindo freneticamente.

Ninguém passava em frente à loja. Não tinha mais nada ou ninguém naquele cenário, apenas aquele senhor dormindo. A cena estava estática e poderia até parecer que não estava acontecendo, mas ela comovia de uma forma que deixava aquele choro preso na garganta. Fiquei com vontade de sair do ônibus, conversar com ele, dar um abraço e oferecer a minha barrinha de cereal. Não fiz isso, mas tenho vontade todas as vezes que vejo qualquer situação que acho injusta. Não sei o motivo de não seguir esses ímpetos.

Essas coisas são tão difíceis. Por mais que eu reclame da vida… tenho uma casa, cama, comida, estudo… qual o motivo de eu ter tudo isso e muitos não terem? Como alguns saem de situações ruins e outros não conseguem? Bem… espero que tudo dê certo em algum momento e que as pessoas tenham mais compaixão entre si. Quem não gosta de ser amparado? ♥

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