Mercado de São José

Em outubro do ano passado (sim!), durante o curso de Fotógrafo que fiz, visitamos o Mercado de São José. Não sei absolutamente nada sobre a história dele, então tive que dar uma pesquisa e dizer pelo menos alguma coisinha.

O Mercado de São José é o mais antigo edifício pré-fabricado em ferro do país. Inaugurado em setembro de 1875, teve a sua estrutura vinda da Europa para a capital pernambucana. O seu projeto arquitetônico, essa maravilhosidade em ferro, foi inspirada no também mercado público de Grenelle, em Paris. É reconhecido e tombado como Patrimônio Histórico. Recebeu esse nome por conta do bairro em que fica, o Bairro de São José.

Lá é um dos principais pontos turísticos do Recife e tem de tudo que envolve artesanato e comida. Bolsa, sapato, roupa, acessórios, rede, panos, cordel, doces, bolo de rolo, peixes, frutos do mar, frutas, verduras, legumes, ervas…? Sim, tudo isso e mais.

Como faz tempo e foi a última vez que fui lá, não lembro de muita coisa, então tenho praticamente só as fotos.

A primeira coisa é: vá pela entrada pela principal. Olha que coisa maravilhosa, que estrutura linda!

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As fotos estão em ordem completamente aleatória porque eu não fui pela entrada principal e não lembro do caminho que fiz, então coloquei tudo da maneira que quis.

Para começar, artesanato com palha.

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Doces, muitos doces, temperos e outras coisas.

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Próxima à venda dos bichinhos do mar, consegui subir em umas escadas e tirar umas fotos do alto. Foram as minhas favoritas porque amo poder ver os padrões de forma melhor e ver tudo de cima muda completamente a perspectiva.

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Tem uma parte imensa destinada à venda de peixes e frutos do mar. A procura é grande, principalmente na Páscoa.

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Essas fotos da escada renderam, viu?

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Outra coisa que amei: esse teto. Essa mistura do laranja com verde é incrível. Eu não parava de olhar para cima e ficar com dor no pescoço.

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Essa parte é fora, bem perto da entrada. Tem uns lugares para fazer lanche e almoçar.

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No entorno do mercado, que seria na parte de trás e em um dos lados, vendem frutas, legumes e verduras.

Alho com cominho porque é um combo maravilhoso!

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É engraçado lembrar desse dia, do meu nervosismo em ter que interagir com as pessoas e tirar fotos.

Quer um bom programa em Recife? Vá ao Mercado de São José.

Hello, it’s me

Sim, ainda vivo. Voltando da terra dos mortos, quero mudar um pouco o olhar que transmito aqui no blog e também postar com mais frequência. Tenho coisas anotadas há muito tempo, mas acabei sempre adiando tudo. Espero conseguir pelo menos um pouco do que quero, mas sem muita cobrança.

Comemorando a volta, segue uma playlist de músicas amorzinho. O amor, pra mim, tem esse ritmo.

A casa tá cheia

A minha família cresceu. Em 2001 ganhamos (eu, meu irmão e os nossos pais) da vida maravilhosa (risos) um bóxer tigrado e eu, muito mandona, coloquei nele o nome Argos. Em 2002, outro presente: uma bóxer dourada chamada Anuska – sim, também escolhi o nome. Por muitos anos eles foram a alegria da casa – mesmo (e principalmente) se fizessem a maior confusão. Em maio do ano passado, em 2015, Argos morreu e deixou a nossa família com saudades.

Anuska ficou sozinha, mas, no início do ano, ganhamos mais três amores: Peppe, Bean e Luna. Eu nunca fui muito fã de gatos, até que meu namorado adotou uma que era tão fofa que derreteu o meu coração me fez querer gatos. Como moro em uma casa, aqui aparecem muitos gatos dos vizinhos e, inclusive, gatos recém-nascidos. Comecei a pedir aos meus pais que a gente adotasse algum gato, sendo filhote ou já crescido. Entre o ano novo e os primeiros dias do ano, duas gatas ficaram aqui em casa por alguns dias – uma estava sozinha em casa e só queria ficar aqui e outra fugiu quando iria ao veterinário. Depois elas voltaram para as suas casas e, de repente, um gato aparece! Peppe, nome que eu também dei, foi rejeitado e acabava dormindo no terraço da minha casa e, um dia, meus pais abriram a porta e ele decidiu ficar. Isso foi há um mês e meio. Dois dias depois, meus pais foram em um dos mercados públicos do Recife e trouxeram dois gatos com cerca de um mês. É comum abandonarem gatos lá e, por sinal, nesse dia tinham vários.

Anuska já posou como uma french girl para mim milhares de vezes, mas escolhi duas mais recentes porque agora ela está assim: sem conseguir andar, então fica sempre deitada em casa e, de vez em quando, fica um pouco no jardim.

Anuska

Anuska

Esse é Peppe. Dorme muito, come muito, não gosta de braço e leva susto com tudo. O veterinário disse que ele tem mais ou menos um ano. Aos poucos, tem ficado mais carinhoso.

Peppe

Bean e Luna no dia em que chegaram aqui, com pouco mais de um mês. Bean só queria tomar leite, chorar e dormir, enquanto Luna queria correr por toda a casa. Agora já estão bem agitados e acostumados com todo o movimento da casa.

Bean e Luna

Bean, que saiu quase piscando, adora subir em todos os cantos e dormir. Mesmo sendo mais comilão e dorminhoco, fica bem doido em algumas horas do dia.

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Luna, que ama qualquer pano que encontra pelo meio, gosta de ficar no colo e quer fazer amizade com Anuska a qualquer custo e eu não sei se vai dar certo.

Luna

Sim! Só para variar, também coloquei os nomes em Bean e Luna.

A volta dos que (não) foram

É, não deu muito certo. Achei que não duraria tanto, mas te abandonei por três meses. Não foi um abandono total, sabe? Estive sempre pensando em melhorias para você, mas sei que pareceu que eu não me importava. Pode ser que isso aconteça de novo, mas eu volto… uma hora ou outra. É suficiente? Não sei… sei que você merece coisa melhor, mas sempre existe esperança.

Falando em esperança…

Ano passado, dias antes do Natal, eu vi uma coisa boa. Duas, na verdade. Em pleno período em que a cidade fica um caos porque muita gente sai de casa para comprar comidas e presentes para a festa (esse é o clima!), estava eu no ônibus quando escuto alguém dizer:

“Não senta aí, amigo. É o lado do sol. Vai fritando até lá.”

Vi que era um senhor que tinha falado para um rapaz. O ônibus ainda tinha muitos lugares vagos, então o rapaz sentou do outro lado e agradeceu. Uma coisa tão simples, né? Quem quer sentar do lado que tem mais calor (e um futuro suor)? Sei que sorri e pensei como um simples gesto pode ser tão bonito.

Não sei se foi no mesmo dia ou não, mas também foi em outra viagem de ônibus e ainda no clima de Natal. Todo mundo preso no meio de um trânsito e, do nada, uma ambulância surge querendo passar. Algumas pessoas no ônibus começaram a ficar agoniadas e dava para escutar coisas como “meu Deus” e “será que não tem como abrir caminho?”. Tinha sim como abrir, mas seria preciso uma espécie de trabalho em equipe. Sei que os carros começaram a buzinar e, aos poucos, o caminho foi sendo aberto. É normal deixarem ambulância passar, mas ainda é uma coisa que me deixa emocionada. Muitas vezes ela passa tranquilamente, mas em outras… é uma confusão até que tudo dê certo.

É bonito ver isso. É bonito ver as pessoas, de alguma forma, atuando no mesmo bem. A esperança existe e é bonito ver quando ela age. 

Timidez e o crescimento

Sempre gostei de escrever e muito disso é graças à minha timidez. Por mais que eu falasse, era através das palavras que eu conseguia dar voz à tudo aquilo o que sentia. Não estou dizendo que escrevo bem, mas sim que é o momento em que consigo decifrar melhor o meu eu.

Como já comentei algumas vezes, meu desejo de ter um blog é bem antigo. É então que penso como eu estaria agora, caso tivesse criado um assim que o desejo surgiu. Claro que não posso ter afirmação alguma sobre isso, mas de uma coisa eu sei: o lugar em que estou e o que estou caminhando são melhores. Como sei disso? Bem… mudei. Se um mês (até menos, vai) é capaz de mudar alguém, imagina mais de cinco anos. Não só mudei, mais também melhorei.

É isso que gosto de pensar quando me lamento por não ter criado oportunidades, seja quais forem, antes. Tudo o que aconteceu comigo me trouxe até aqui e o lugar no qual me encontro é bom. Muito bom. São nesses momentos em que agradeço pela timidez ter me impedido de divulgar os tantos textos que imaginava ou até mesmo escrevia. Não é que eles fossem absurdos ou algo do tipo, mas faltava amadurecimento das ideias e, ainda bem, estou mais perto do que nunca. Ufa!

Que bom que a gente tem a oportunidade de mudar, não é? Que bom que a gente pode crescer.